\n'; document.write(barra); } } changePage();
A Base Econômica da Colonização
O açúcar
Ao contrário dos espanhóis, os portugueses não tiveram a sorte de topar, logo de início, com minas de metais preciosos. Por isso, a fim de não perderem a posse da terra, foram forçados a optar pela colonização de base agrícola.
Os portugueses não eram propriamente inexperientes na cultura açucareira, pois já a praticavam nas ilhas do Atlântico (Açores e Cabo Verde).
O açúcar é de origem indiana. Na época das Cruzadas ele foi introduzido na Europa e chegou a ser produzido, embora em escala modesta, na Sicília (sul da Itália). Trazido da Índia, o açúcar era distribuído por Veneza. Devido à sua raridade e ao seu elevado preço, o aç~ucar era comprado em pequenas quantidades.
A grande revolução no mercado açucareiro ocorreu com a produção das ilhas do Atlântico, cuja distribuição na Europa foi dada à Holanda, que, assim, quebrou o monopólio veneziano. É nesse contexto que irá se dar a produção brasileira.
Varias foram as causas que contribuíram para o desenvolvimento da cana-de-açúcar:
solo favorável (como o de massapê);
clima quente e úmido (chuvas abundantes);
relevo do terreno que facilitava a abertura de caminho até o litoral;
Ao mesmo tempo, desenvolve-se a pecuária, cuja origem remota ao governo de Tomé de Sousa, que trouxe algumas cabeças de gado e continuou a importá-las de Cabo Verde. Primeiramente o gado era utilizado como força de tração e transporte. Tração nos engenhos trapiches e transporte de lenha para os fornos e das caixas de açúcar até os locais de embarque. Com o gradual aumento do rebanho, o gado começou a ser utilizado também como fonte de alimentação.
De início, gado era criado no próprio engenho. Com a multiplicação do rebanho, o senhor de engenho foi obrigado a separar o gado do canavial e, na etapa seguinte, a pecuária tornou-se uma atividade independente do engenho. Os seus criadores penetram no sertão em busca de pasto. Saindo da Bahia e de Pernambuco, seguindo sempre as margens dos rios, o gado tomou duas direções: uma delas para o sul, pelo rio São Franscisco em direção a Minas Gerais, e a outra para o norte, através de vários rios, atingindo o Maranhão.
A atividade criatória teve, assim, importantes conseqüência para a colônia, ao estimular a penetração no sertão nordestino, interiorizando o processo colonizador.
Um engenho no nordeste brasileiro.
Fabiano Rodrigues Marques 2002®.