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A revolta de Beckman
Em 1682, foi criada pelo governo português a Companhia de Comércio do Maranhão.
Essa Companhia pagava baixos preços pelos produtos maranhenses e vendia ao Maranhão mercadorias de qualidade inferior, a preços altos. Gerando uma grande insatisfação.
A Companhia tanto explorou o povo que este acabou por se revoltar, sob a chefia de Manuel Beckman.
Essa revolta acabou com a Companhia de Comércio, depôs as autoridades e expulsou os padres jesuítas da região.
O governador do Maranhão, Francisco de Sá Menezes, que se encontrava em Belém, mandou oferecer dinheiro e honrarias a Beckman, caso ele acabasse com a revolta, porém ele não aceitou.
O General Gomes Freire de Andrade foi então nomeado novo governador do Maranhão, assumindo o governo e restabelecendo a ordem.
Manuel Beckman, abandonado pelos companheiros, fugiu para o interior.
Traído pelo seu afilhado, Lázaro de Melo, Beckman foi preso no seu engenho do Mearim. Foi condenado à morte, tendo sido enforcado.
Apesar do Fracasso, esse foi o primeiro movimento anticolonial organizado, embora não tivesse ocorrido aos dirigentes do movimento a independência da colônia em relação a Portugal, ou seja, a condição colonial não foi questionada.
Notas:
Menuel Beckman era filho de uma portuguesa com um alemão, e todos o chamavam de "Bequimão".
Tomás Beckman era seu irmão, e também tomou parte na revolta.
No lugar onde Beckman foi enforcado, há atualmente um obelisco*.
Lázaro de Melo, o traidor, cheio de remorsos, acabou se matando.
Os jesuítas protegiam os indígenas, proibindo que eles trabalhassem como escravos.
*Obelisco sm. Monumento quadrangular, alongado, de pedra, sobre um pedestal.
A Revolta de Beckman traduz a luta dos colonos do Maranhão contra a Companhia de Comércio, que os explorava. Óleo de Antônio Parreiras, intitulado "Beckman no sertão do alto Mearim". (Museu Antônio Parreiras, Niterói).
Fabiano Rodrigues Marques 2002®.